segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Atlético Pr: Sobrevida

Albari Rosa/ Gazeta do Povo/  Enviado especial / Zagueiro Manoel esconde o rosto após a derrota para o América-MG. Resultado deixou o Atlético muito perto do rebaixamento à Série BUberlândia - O Atlético desembocou no pior e mais humilhante cenário. Ao perder para o América-MG por 2 a 1, no Parque do Sabiá, o time do técnico Antônio Lopes praticamente selou o rebaixamento. Ainda há esperança. Pouca, mas existe. Ela passa por uma vitória contra o Coritiba, domingo, além da ajuda de terceiros.

Se o resultado no interior de Minas servir de parâmetro, o choro dos torcedores ontem não foi de pessimismo. Caso tivesse vencido, o Rubro-Negro teria saído da zona de risco. Melhor: dependeria de si para evitar a queda. Com um futebol de segunda, não conseguiu.
Kempes abriu o placar na etapa inicial. Paulo Baier, de pênalti, empatou após o intervalo. Aos 35 do 2.º, o gol de Gilson decretou a derrota. Durante grande parte da tensa rodada, o Furacão esteve com os dois pés na Série B graças ao placar combinado de Ceará e Cruzeiro.
O empate no Nordeste deu sobrevida a Paulo Baier e cia., na 18.ª posição. Agora, a salvação passa pela derrota do time mineiro (16.º) contra o Galo, além de um tropeço dos cearenses (17.º) ante o Bahia, em Salvador. Nas duas situações, os adversários nada tem a ganhar ou perder. Ao contrário do Atlético que pega o Coxa perto da Libertadores.
“Se erramos, erramos todo nós. Mas enquanto tiver esperança vamos continuar lutando”, garantiu o meia Cléber Santana.
Paulo Baier recusou-se a falar.Outros também mostraram o abatimento. Wendel, por exemplo, ajoelhou-se no campo, de cabeça baixa, com a impressão que não tinha coragem de ir para o vestiário. Mesma fisionomia do zagueiro Manoel. Uma desolação que mostrava a sensação de que a degola está consumada – apesar da matemática.
O técnico Antônio Lopes e o volante Marcelo Oliveira deram a cara para tapa. O comandante admitiu que o time jogou mal e que não fez por merecer um outro resultado.
“Não tivemos uma boa apresentação. Perdemos muitas chances de gol. Acho que essa ansiedade, essa responsabilidade que a equipe tem nos últimos jogos fez com que errássemos tanto”, opinou. “Agora não dependemos de nós mesmos, mas temos de continuar lutando”.
Já Oliveira confirmou que o clima pós-jogo era de funeral. “A gente fica abatido. Podíamos ter saído da zona, mas acredito que isso vai ainda ocorrer na última rodada”, disse. Um sonho cada vez mais difícil.
Da Gazeta Do povo

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